Joaquim Ferreira Bogalho

Considerado por muitos benfiquistas o maior presidente de sempre, pela vontade e fé com que desenvolveu o seu trabalho ao longo de várias décadas ao serviço do Benfica, merece sem dúvida um lugar de destaque. De forte personalidade, presidiu aos destinos do clube pela primeira vez em 15 de Março de 1952. Foi sucessivamente reeleito em 31 de Janeiro de 1953, em 30 de Janeiro de 1955 e finalmente em 18 de Fevereiro de 1956.

Entrou para sócio em 1914 com o nº 801 e quando faleceu em 1 de Outubro de 1977 era o nº 44. Durante esse espaço de tempo foi vice-secretário da Direcção entre 1926 e 1928, delegado da Direcção junto da Comissão da Secretaria, pertenceu à Comissão do Futebol em 1928 e1929 e fez parte da Comissão do 25º Aniversário do clube. Em 1931 era o tesoureiro e em 1933 delegado da Divisão de Honra da Associação de Futebol de Lisboa. De espírito empreendedor e insatisfeito, de todos estes lugares pediu sempre a demissão antes do fim dos mandatos, por discordar das orientações seguidas. Tal não aconteceu com o cargo de director-suplente do campo, que exerceu e, 1936 e 1937. A partir daí a demissão foi palavra que ele próprio baniu da sua vida associativa. Em 7 de Agosto de 1932 e em 1938, ocupou o lugar de tesoureiro da Direcção.

Em 31 de Agosto de 1940 presidiu ao Conselho Fiscal, tendo anteriormente feito parte da Comissão dos Estatutos e Regulamentos. Foi novamente delegado da Direcção junto da Comissão da Secretaria e da Comissão de Festas do 28º Aniversário, em 1931/32. Em representação do clube fez parte da Divisão de Honra da A.F. Lisboa de 1931 a 1933, embora neste último ano como suplente. Em 1937 e 1938 foi novamente suplente do director de campo; em 1947 foi nomeado para a Comissão Revisora dos Estatutos e Regulamento Geral, Lugar do qual não tomou posse; em Março de 1947 encontrava-se na secção de futebol, que teve de abandonar por razões pessoais.

De 1948 a1951 foi efectivo no Conselho Consultivo e Jurisdicional do clube. Fez parte do grupo que elaborou o plano para angariação de fundos do novo campo em 1949 e dois anos depois era relator do Conselho Fiscal. Presidiu em 1952 à Comissão para a Construção do Novo Parque de Jogos e um ano depois presidiu também à Comissão da Elaboração do Programa das Festas das Bodas de Oiro do SL e Benfica. Em 1955 pertenceu à Comissão de Angariação de Fundos para a Construção da Piscina.

Como obra mais marcante, deixou para a posteridade a construção do estádio do Sport Lisboa e Benfica. Os sócios atribuíram-lhe em 31 de Julho de 1938 a "Águia de Ouro", na sequência do galardão de "Sócio Honorário" do Sport Lisboa e Benfica. Foi, sem dúvida alguma, um dos presidentes do clube mais importantes no historial benfiquista.