Dr. António Carlos Cabral Fezas Vital

Eleito presidente da Direcção em 31 de Março de 1962, foi na sua gerência que o clube conquistou pela segunda vez consecutiva a Taça dos Clubes Campeões Europeus de Futebol, para além das vitórias da Taça da Imprensa e no Troféu Ramon Carranza, tendo este sido pela primeira vez conquistado por um clube estrangeiro. A sua gerência ficou assim marcada pelo lançamento definitivo do futebol benfiquista a nível mundial, enquanto no campeonato dessa época se conquistavam 48 pontos, num máximo de 52. A este feito deverá ligar-se também o nome de Manuel da Luz Afonso. Também um ponto importante durante o tempo da sua gerência foram as negociações com a Câmara Municipal de Lisboa para a cedência definitiva de terrenos onde se insere a cidade desportiva, pelos quais o Dr. Fezas Vital muito se bateu.

Foi director do jornal do clube em 1936. Pertenceu também à Comissão para a Atribuição de Galardões, de que fizeram parte Justino Pinheiro Machado, Germano Campos, Manuel da Luz Afonso, Dr, Romero Reis, Armando de Barros Teixeira e Francisco Campas, cabendo-lhe a honra de atribuir a "Águia de Ouro" a Eusébio. O pavilhão nº 1 nos baixos do terceiro anel foi construído ainda durante a sua gerência, que teve um saldo positivo de 5200 contos, o que nunca outro clube tinha conseguido até então.

De resto, em 1957, foi 1º vogal da Direcção, pertenceu à Assembleia de Representantes e foi vice-presidente da Comissão de Propaganda e Acção Social. Em 1961 era vice-presidente da Direcção tendo também feito parte da Comissão da Sede, enquanto em 1983 e 1984 pertenceu à Comissão Eleitoral. Presidiu à Comissão Central nas gerências de João Santos. Com justiça, foi-lhe atribuído o galardão de "Sócio de Mérito" e em Junho de 1984 a "Águia de Prata" por tudo o que fez em prol do clube.